domingo, 3 de outubro de 2010

Simplista

Como posso te dizer
Que as coisas mais lindas
Estão nas mais simples?
Que o amor nasce para crescer?

Noto então
Que sou uma gota d'água no imenso mar
Mais um grão de areia no vasto deserto
Sou mais um pobre com medo de amar...

Sou mais que um apaixonado na multidão
No meu peito não há mais um coração
Retirei-o e entreguei-te
Para que sempre estejas comigo

Mostra-me tudo
Que as belezas que a mim chegam
São frágeis diante de ti e de tua beleza
Domina-me, deseja-me, faz o que quiserdes...

Pergunto-me inebriantemente
Como poderei viver sem ti?
Como sobreviver se o que me mantém vivo
É a sua respiração, sua palpitação...

Você me fez sentir
O amor que nunca antes houve
E nunca mais haverá
A solidão profunda no coração.

Desejos

Oh! Maldita vida que me apreende a alma
Vida nefasta que me acende os sentimentos
A morte acalma meus desejos
Na extremista ausência dos sentidos

D'alma me brota escuso, escondido
O vão desejo de ceifar-lhes a vida
Não dar-te-ei a certezamaldita,
Prefiro dar-te um "talvez" inibido

Anjos caídos me trazem mensagens
Cuja beleza se esconde na lua
Provar-se-á passando pelas ruas
Num infinito verso inacabado...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Para a rainha de meus sonhos!

De qual parte do mundo
Será que ela virá?
Que seu canto profundo
Venha me resgatar
 
Venham deuses do céu
Venham anjos do mar
Todos venham para compor
A canção mais perfeita
De onde nasceu o amor

Os seus olhos de fada
Hão de me recompor
Na ordem mais perfeita
Há de tirar a dor

E consigo trará todo encanto do céu
Para nessa terra reinar
Oh! senhora te encanto pra nunca acabar


Nem que o tempo se cure
Deixarei de te amar
Que o nosso amor dure
Pra nunca acabar
 
Hei de então te agradar
Agradecer aos céus
Tua vida e teu amor
Oh senhora perfeita é teu o meu amor!

Nesta noite

Nesta noite te busco sem te encontrar
E essa tristeza em meu olhar
Essa procura nessa solidão

Minha vida passei toda a te esperar
Quero meu coração te dar
Para minh'alma se encher de paixão

Por você vou pro mar, pro inferno e pro céu
Tudo por seu amor fiel
Quero sentir de teus lábios o mel

Vem, me toma e me faz uma vez mais feliz
Os lábios teus quero sentir
Para obter todo o seu coração.

Palavras

Como posso te dizer
O que as palavras
Não podem explicar?

Como posso te mostrar
Esse vazio
Que há em teu olhar?

O que eu quero é te fazer
Dona de tudo
Oque desejar

Eu quero amar você
Quero te ter
Para te adorar

Faz-me uma vez
Mais feliz
Pra a cada dia o amor aumentar

Eu quero você pra mim
Ver a paixão
Em meu peito brotar

A sepultura

A noite escura
Acalma meu corpo ao vento
A minha vida passei toda
A te esperar

Meu coração ainda sente
A dor do tempo
Ainda espero meu amor
Que voltará

Se vens, não tarda a voltar
Aqui estou a te esperar
Se vens, não tardes a voltar
Te espero para te amar

Por noite adentro
Balança teu corpo ao vento
Com mil sorrisos
Prontos a me devorar

Na sepultura
Meia hora, muito tempo
A luz da lua está teu corpo
A imacular

Sem você

Me deixa te provar
Sentir o teu sabor
Eu quero te amar
Provar o meu valor

Eu quero te adorar
Com todo o meu amor
Me deixa te tocar
Viver com teu calor

Me fez apaixonar
Teu jeito sedutor
Teu modo de me olhar
Em cheio me acertou

O que vou fazer?
Não tenho nada se não tenho você
O que vou fazer?
Sem você...

Monólogo 1 - Retratos

No mundo da magia, te encontrei minha rainha
Vendo que pra mim sorria, eu a tornei meu retrato
Procurando em teus braços um abrigo, segurança
Embora sendo criança te amava sem perceber
Querendo te esquecer pra te achar dentro de mim
Pra te ter, pra te sentir, por só desejar-te assim
A mais linda das estrelas vejo em tuas mãos vermelhas
O meu sangue a derramar.

Vi cair pelo teu rosto um par de lágrimas cristalinas
Que não esqueciam nunca o amor que te prometi
Em juras de amor eterno, juras de fidelidade
Também de cumplicidade, de uma vida melhor
E eu na imensidão do meu quarto
O que faço se não estás aqui comigo?
Se nada mais faz sentido
Sem que estejais comigo

Paro em frente do espelho e sinto minha alma se esvair
Minha imagem não mais se reflete
Na esperança de encontrar-te, procuro-te
Talvez se entrasse eu no espelho,
Sentiria eternamente o calor de tuas mãos,
A doçura de teus beijos
Não mais serei humano
Serei algo que não mais poderá ser caracterizado

Simplesmente observado
Pois o amor é um punhal que abala meu coração
Rompe as conexões mais seguras
Fere, incomoda, destroça e distrai
Argui, agita, aguarda cansado
Amores antigos, ardor de um passado
Estranho interesse, maldita inocência
Te despe o cenário, te dou recompensa...

Manto

A noite vem
Traz em seu manto escuro
Toda a dor que tem
Além do obscuro
Choro por alguém
E tudo me encoraja
A esquecer também...

Aquele amor
Tão forte e tão bonito
Que desabrochou
E formou em meu peito
A chuva de horror
Que vi cair
Assim que me deixou

Notei então
Que a escura noite
Leva à salvação
Só aqueles que a contemplam
Em adoração
Aqueles que estão entregues
À solidão.

Cartas

Por que chorar
Se ela não vai escutar?
Pra que ficar vivendo
Sem ter nada?

Não vou falar
A dor do meu coração
Nem escutar
Sequer uma palavra

Se não quer ficar
Perdoe o meu coração
Às vezes a tristeza
Domina

Mas tenho a certeza
Que um dia voltarás
Trajando a dor nos olhos
Menina

Eu quero te deixar
Um ultimo apelo Oh! princesa
O amor daquelas cartas
Que escrevemos juntos

sábado, 25 de setembro de 2010

Amazônia: Entre o mito e o real

Filme desenvolvido em 2008 com o objetivo de integrar o projeto 'Amazônia: Entre o mito e o real' proposto pelo professor de física Gentil Matias.

 

Este vídeo foi uma estratégia metodológica de facilitação da discussão acerca dos problemas ambientais de origem antropogênica a fim de repensar algumas práticas inadequadas a fim de minimizar alguns efeitos catastróficos. Precisamos discutir as questões relativas à educação ambiental, ao desenvolvimento sustentável para que possamos, de forma efetivamente segura, transpassar as ameaças sócio-ambientais.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pensamentos...

Vivendo entre livros e trajetos, entre razões e emoções, em um ou outro momento me surgem algumas divagações. Como que se por um transe hipnótico uma tempestade de idéias permeia minha mente e esmaga o meu coração. Questões existenciais e de todos os outros gêneros me surgem como espasmos de loucura (ou seriam de sanidade?) e de repente é como se minhas experiências, minha vida, meu eu se tornassem nada.
Uma falta de essência, uma inexistência mais que aparente, uma sofreguidão tão funesta que nem mais me cabe me envolve e me espreme em meus delírios.
Eis que me vieram em alguns momentos o pensamento de 'positivar' alguns conceitos entre meus conflitos:
  • Relação dialética entre razão e emoção? Muito cientificismo pro meu gosto...
  • Batalha travada entre o que sou e o que eu deveria tomar como comportamento e valores corretos, incorporando-os? Muito vago!
  • O espírito entrando num nível de transcendência em oposição ao materialismo de minha matéria fatidica? Ainda pouco trabalhado, mas caminhando pra uma boa definição...
Enfim, furto-me, então,  a esse direito. Que se me encarem, pois, os pensamentos. Que me devore as emoções...
Estarei pronto, estarei vivo.
Aprendendo com meus erros, com meus acertos, com a observação, com a vida...
Que a loucura me invada e me marque como os antiquados sentimentos vãos me mataram. Que a vida se sinta eufórica e sinja de rubro as calçadas altivas pelas quais me hei de pertencer em meus derradeiros dias...

Eu não me acho, eu sou!

Não me acho...
Deixo a vocês o desdém de um pré-julgamento; de um argumento infundado, tolo e medíocre tentando me rotular...
Sinto muito, apenas poderia lhes dizer: Quando for tentar me rotular,se analisem para saber se serão capazes de me esteriotipar...
O exercício da autoavaliação se torna importante de tal forma que serve, entre outros fins, como indicador de amadurecimento. Prestando bastante atenção ao que foi dito, indicador não é algo que se possa categoricamente tomar como absoluto, apenas constitui parte dos fundamentos teóricos deste argumento.
Rotular ou permitir a si mesmo rotular-se é delimitar-se e excluir muitas das variáveis que deveriam ser tomadas como algo bom e reto, como parte constituintes das nossas identidades sejam de ordem pessoal ou de ordem social e, desta forma, o que se busca efetivamente é apenas sustentar algumas projeções que outras pessoas nos impõem e excluir de forma sumária qualidades nossas que na verdade são tomadas por defeitos a fim de maquiar as imperfeições daquele que rotula ou simplesmente resultar de um somatório macabro dos medos internos e internalizados durante a vida.
Tenho um pensamento bastante particular a cerca deste fato: a tentativa muitas vezes inaugura uma série de convenções do senso comum, onde a acriticidade se faz mister e a animalesca vontade de ser superior acaba gerando um depressiamento da pessoa humana e exaltação de pseudo-qualidadades que além de vazias são infinitamente reducionistas. A sumária exclusão de características inerentes à particularidade acaba engessando as relações sociais, degenerando uma relação em observação do espelho e nada mais, pois todas as identidades seriam, de certa forma, cópias de um esteriótipo, de um manequim que não aceita algo senão sua própria forma num caos disforme cujas foras são bem definidas nas mentes insanas daqueles que as seguem.
É assim que não me furtando à análise de certos argumentos ou pontos de vista vazios e insensatos, torno a dizer que meu eu não necessita de categorizações ou sistemáticas e inoperantes críticas animalescas, truculentas e sem nenhum fundo de verdade. O conhecimento que advém do empirismo sensorial, pode ser enganoso e normalmente o é, de sorte que não mais se combate algo posto mas algo que eu mesmo observo como complexo de um ponto de vista minimalista, excludente e ingênuo.

domingo, 19 de setembro de 2010

Confissões

Quantos pensamentos estão me atordoando durante esses dias.
Estou procurando um norte, uma noção que me situe em minhas divagações, uma bússola interna que avariada tenta reconectar-se aos polos magnéticos de meu emocional e meu racional...
É tão estranho e tão comum essa situação que me causa um sentimento de impotência frente às múltiplas variações e meu modo de percebê-las.
Não sei se minhas palavras soam como estrondo surdo em meio aos pensamentos dos outros ou se a irrelevância do conteúdo as tornam dispensáveis e inúteis!
Mas eis-me aqui para falar e pensar em como reconduzir-me às terras de minh'alma e sarar as feridas de meu coração...
Esperando angustiantemente a retroação do amor para que seus efeitos me tornem mais humano, mais capaz. Que as feições cadavéricas me sejam roubadas pela alegria de amar novamente.
Te buscarei oh linda mulher em cuja silhueta talhada artesalmente pelo próprio Deus se encontram as essencias mais belas curvas, o mais entorpecente dos perfumes, a mais atraente das bocas, o mais puro dos corações...

Demônios


Que os demônios que habitam nossos interiores
Sejam sagrados em nossos peitos vazios
Que o amargor da cidade em ventos frios
Congele a alma deste tão maldito ser

Enclausurado entre afetos e afagos
Interpretado na arte de me esconder
Entre palavras enterrados por você
Pelo silêncio redimido inutilmente

Frio vão ardente sorriso inacabado
Triste cansado, galgado amor
Tão insípido em teu olhar
Tão imaturo em suas formas

Corpo atraente em olhos hostis
Magnetismo eclético
Amor inesperado e ascendente
Decadência indefesa de minh’alma

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ousadias...

Perdoe-me se ouso olhar-te com meus olhos vazios
Meus vãos momentos e desejos a fio
Minha triste fronte em fronte à tua face
Meu peito encontra-se aberto à tua procura

Doce loucura permeia minha mente
Triste esperança de viver contigo
Mesmo esperando ser mais que amigo
Ainda me conformo à convivência

Que triste dor me aflige a consciência
Que altivez provém dos teus sentidos
Que teu sabor me seja permitido
Para morrer em teus braços abrigo

Em teu sorriso ser esquecido
Ser sepultado em teu coração
Para que desta forma eu sempre viva
Junto ao altivo pulsar de teu coração.

Espasmos de um amor mal acabado

Por entre portos e bandeiras que asteei
Por sobre amores perdidos que chorei
Por sobre teu corpo lindo desejei
Em teu sorriso lindo apaixonei.

Porque és tu minha doce senhora
Que desafia meu peito à própria sorte
Invejo as horas que não me levam à morte
Sem tua presença me vale mais o morrer.

Tão triste, intenso e vago é meu viver
Que se me morre ante teu doce sorriso
Me diga antes tudo o que for preciso
Para aceitar-me em tua vida assim somente

Louco e fiel seguirei alegremente
Para um dia provar de teus lábios rubros
Para acender minh'alma de absurdo
De um sonhar de eterno comprometimento.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Enclausurado

Preso, consumido em meu mundo vou
Atônito e intrépido, argüindo os ventos
Amando os amores que não se pode ter
Enclausurado neste maldito cubículo de pensamentos

Sagaz frialdade que me gela os ossos
Que me inflinge as impotências da alma
Que em mim destroe as malditas horas inúteis
Que dilaceram este coração quase vazio...

Vida esvaida de sangue rubro, quente e pulsante
Em meus olhos a visão de um futuro próximo
Inabitável corpo frágil e insólito
Teus olhos belos me guiam e me cegam

Meus sentimentos hoje se reconduzem
Numa tempestade onde não mais me encontro,
Onde não mais reconheço meus olhos escassos
Onde não mais existo num mundo perfeito!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Contratos...

Que o infortúito de minh'alma
Derrame sobre mim
As doces horas de amargura...

Que a maldita palavra que me escapa
Saia de meus lábios,
E não se perca no infinito.

Que a maldade de meus olhos
Em teus olhos não subsistam
Que a tristeza em meu coração pereça por tua vida

Que minhas inseguranças transloucadas
Me forçem a moldar e reconhecer-me
Em erros cíclicos e alterados

Que minha morte sirva para encher vossa alma
Que meu pranto console sua tristeza
Que minha vida destrua sua dor

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Minha redenção se foi

Que a solidão que abate meu peito
Me ensine a suportar...
Que dor ingrata que me transborda
Me faça parar de chorar
A morte tão desgraçada
Por não me vir carregar

Que noite fria e vazia
Tormentos em não te ver
Em mim palpita vazia
A inexistência de um ser
Meu coração tão calado
Lamenta não ter você!

Tantas horas passadas
Amarguras criadas
Desilusões desveladas
Em teu olhar avistei
Em teu amor inebriante
Me atirei sem rumo

Tão profundo vosso amor
Tão inquieto em meu peito
Coração sangrando pede amor
Coração ferido morre no peito
Minha redenção se foi
No dia que foste embora...

Ilusões...

Como pude confiar-te meu amor?
Se sabia que era tudo ilusão
Tu brincastes provocando minha dor
E aqui dentro já não bate um coração

'Minha vida', sempre tua
E agora que vou fazer?
Sem você é uma tortura
Não consigo te esquecer

As imagens do passado
Voltam a me procurar
Me lembro de ter amado
Alguém que me fez chorar

Seus carinhos, as palavras
Me fizeram acreditar
Que o amor da minha vida
Em ti ia encontrar

Veja agora como fico
Sem você perto de mim
Toda vez que te procuro
Logo sinto que é o meu fim.

Que me perdoe...

Que me perdoe oh dona!
Que preenche meu coração
Nessa maldita ilusão, me quedo louco.
Angustiado persigo meu fado.


Inescrupulosos sentidos corruptos
Vãos pensamentos perseguidores
Morte arcaica forjada em meu peito
Sagacidade imposta em meu pensamento.

Persigo vossos olhos e em vossa boca me derramo
Louco me encontro envolto em sonhos
Naqueles que me odeiam sinto fluir-me as energias
Daqueles que me amam, o veneno tangível.

Me fujam as forças e me retirem a alma
Que me atormenta há tanto inútilmente
Me açoite esse tempo de solidão
Meu suicídio em teus olhos incontidos

Tão vão e louco orgulho destemido
Intrépida batalha angustiada
Mil vidas que partiram abandonadas
Mais de mil noites em minh'alma perdida!