domingo, 3 de outubro de 2010

Simplista

Como posso te dizer
Que as coisas mais lindas
Estão nas mais simples?
Que o amor nasce para crescer?

Noto então
Que sou uma gota d'água no imenso mar
Mais um grão de areia no vasto deserto
Sou mais um pobre com medo de amar...

Sou mais que um apaixonado na multidão
No meu peito não há mais um coração
Retirei-o e entreguei-te
Para que sempre estejas comigo

Mostra-me tudo
Que as belezas que a mim chegam
São frágeis diante de ti e de tua beleza
Domina-me, deseja-me, faz o que quiserdes...

Pergunto-me inebriantemente
Como poderei viver sem ti?
Como sobreviver se o que me mantém vivo
É a sua respiração, sua palpitação...

Você me fez sentir
O amor que nunca antes houve
E nunca mais haverá
A solidão profunda no coração.

Desejos

Oh! Maldita vida que me apreende a alma
Vida nefasta que me acende os sentimentos
A morte acalma meus desejos
Na extremista ausência dos sentidos

D'alma me brota escuso, escondido
O vão desejo de ceifar-lhes a vida
Não dar-te-ei a certezamaldita,
Prefiro dar-te um "talvez" inibido

Anjos caídos me trazem mensagens
Cuja beleza se esconde na lua
Provar-se-á passando pelas ruas
Num infinito verso inacabado...