Quantos pensamentos estão me atordoando durante esses dias.
Estou procurando um norte, uma noção que me situe em minhas divagações, uma bússola interna que avariada tenta reconectar-se aos polos magnéticos de meu emocional e meu racional...
É tão estranho e tão comum essa situação que me causa um sentimento de impotência frente às múltiplas variações e meu modo de percebê-las.
Não sei se minhas palavras soam como estrondo surdo em meio aos pensamentos dos outros ou se a irrelevância do conteúdo as tornam dispensáveis e inúteis!
Mas eis-me aqui para falar e pensar em como reconduzir-me às terras de minh'alma e sarar as feridas de meu coração...
Esperando angustiantemente a retroação do amor para que seus efeitos me tornem mais humano, mais capaz. Que as feições cadavéricas me sejam roubadas pela alegria de amar novamente.
Te buscarei oh linda mulher em cuja silhueta talhada artesalmente pelo próprio Deus se encontram as essencias mais belas curvas, o mais entorpecente dos perfumes, a mais atraente das bocas, o mais puro dos corações...
Não é amor! Nem todos sentem, mas eu choro angustiado minha dor. Tão grande que fere meu coração, tão tola que me derramo em solidão. Tão intensa quanto o pulsar de meu coração em tua presença...
domingo, 19 de setembro de 2010
Demônios
Que os demônios que habitam nossos interiores
Sejam sagrados em nossos peitos vazios
Que o amargor da cidade em ventos frios
Congele a alma deste tão maldito ser
Enclausurado entre afetos e afagos
Interpretado na arte de me esconder
Entre palavras enterrados por você
Pelo silêncio redimido inutilmente
Frio vão ardente sorriso inacabado
Triste cansado, galgado amor
Tão insípido em teu olhar
Tão imaturo em suas formas
Corpo atraente em olhos hostis
Magnetismo eclético
Amor inesperado e ascendente
Decadência indefesa de minh’alma
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