domingo, 19 de setembro de 2010

Demônios


Que os demônios que habitam nossos interiores
Sejam sagrados em nossos peitos vazios
Que o amargor da cidade em ventos frios
Congele a alma deste tão maldito ser

Enclausurado entre afetos e afagos
Interpretado na arte de me esconder
Entre palavras enterrados por você
Pelo silêncio redimido inutilmente

Frio vão ardente sorriso inacabado
Triste cansado, galgado amor
Tão insípido em teu olhar
Tão imaturo em suas formas

Corpo atraente em olhos hostis
Magnetismo eclético
Amor inesperado e ascendente
Decadência indefesa de minh’alma

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