quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Espectros


E no silêncio dos inocentes
Pela força dos grilhões
Renegando nossos nomes
Nossa cor e tradição,
Nossos deuses tão presentes
Nossa voz se faz ausente
Sangram nossos corações

Que os Orixás nos perdoem,
Nossas falhas e inconstâncias
Zumbi, que do alto ecoa
Como herói que não se cansa
Ganga Zumba e sua lança
Sua força e importância
Emergem dos corações

É na força do guerreiro
Na cor de nossa lembrança
Que Xangô demonstra os feitos
Com as falas, com as danças
Mostrando riqueza e graça
A sublime e iluminada
Cor do povo de Aruanda

Oxalá, meu pai amado
Me ilumina sempre atento
Olodumaré nos dá
Força, fé e provimento
Iansã, grande rainha
Olha pela vida minha
Do alto do firmamento

Ogum, Oxóssi, Ibeji, Nanã
Iaôs dançam com os atabaques
O babalorixá reinou
No terreiro iluminado
Quanto axé dos agogôs
Nos guiam em nosso caminho
E protegem nossos passos

Que o Yroko sagrado
Nos conecte aos ancestrais
Que a cultura nos permita
Viver com amor e paz
Que a importância de outrora
Nos permita ainda agora
Falar com os ancestrais

Respeite minha cultura
Minha cor, minha mensagem
Não desvirtue a realidade
Cor não mede capacidade
Não fragmente a identidade
Nunca tente silenciar
Minha ancestralidade.

Que seja eterno


Meu coração bate na frequência da sua vida
Seu coração dita as regras da minha vida
Meu silencio e seu sorriso se completam
Meu ser implora sua presença

Eu te necessito mais do que o ar
Mais que a mim mesmo
É de mim ser seu, é meu destino
Minha sina, minha sorte!

Não há morte maior que estar longe
Que não escutar sua voz
Ver seus olhos, seu sorriso
Não te sentir por perto

Que cada segundo seja compartido
Que cada encontro seja eterno
Que cada sorriso seu seja feliz
Que o meu coração é feliz por estar a seu lado...