Ai d'eu, meu Deus
Que essa linda menina me olha nos olhos
Que me sorri com um sorriso tão puro
Que me encontra com um amor tão seguro
Que me abraça e encobre meu mundo
Ai d'eu, meu Deus
Se a ferem meus silêncios e as minhas palavras
Se a minha angústia lhe aflinge a alma
Se o meu viver inconstante a incomoda
E sou forçado a calar e falar tão forte.
Ai d'eu, meu Deus
Se cada página da minha vida
Importa cada segundo de sua respiração
Se cada batida do coração
É a tradução do meu amor em seu peito
Ai d'eu se agora não tem mais jeito
Que o meu silêncio me incrimina e me sustenta
E fala, e cala, e versa aquilo que não foi dito
E traz consigo a voz de um peito atribulado
A voz de um sorriso vazio...
Não é amor! Nem todos sentem, mas eu choro angustiado minha dor. Tão grande que fere meu coração, tão tola que me derramo em solidão. Tão intensa quanto o pulsar de meu coração em tua presença...
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Antíteses
Em teu coração silenciado
De boca cerrada
De peito nublado
De olhos fechados, permaneço.
Por vosso pecado
Julgado e condenado
Impuro, estranho, malvado
Omisso viver.
Soluço amargo
Sorriso marcado
Ardente pecado
Contrato, reparo, angustia e sofrer.
Antítese, silencio as agonias
Angústias atrozes, boas simpatias
Amores irrespondidos, incompreendidos
Silencio morto nos lábios.
Corpo, nudez, silêncio
Um silêncio que grita
Uma inação que me fere,
Um turbilhão de muitos eus...
De boca cerrada
De peito nublado
De olhos fechados, permaneço.
Por vosso pecado
Julgado e condenado
Impuro, estranho, malvado
Omisso viver.
Soluço amargo
Sorriso marcado
Ardente pecado
Contrato, reparo, angustia e sofrer.
Antítese, silencio as agonias
Angústias atrozes, boas simpatias
Amores irrespondidos, incompreendidos
Silencio morto nos lábios.
Corpo, nudez, silêncio
Um silêncio que grita
Uma inação que me fere,
Um turbilhão de muitos eus...
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