Não me acho...
Deixo a vocês o desdém de um pré-julgamento; de um argumento infundado, tolo e medíocre tentando me rotular...
Sinto muito, apenas poderia lhes dizer: Quando for tentar me rotular,se analisem para saber se serão capazes de me esteriotipar...
O exercício da autoavaliação se torna importante de tal forma que serve, entre outros fins, como indicador de amadurecimento. Prestando bastante atenção ao que foi dito, indicador não é algo que se possa categoricamente tomar como absoluto, apenas constitui parte dos fundamentos teóricos deste argumento.
Rotular ou permitir a si mesmo rotular-se é delimitar-se e excluir muitas das variáveis que deveriam ser tomadas como algo bom e reto, como parte constituintes das nossas identidades sejam de ordem pessoal ou de ordem social e, desta forma, o que se busca efetivamente é apenas sustentar algumas projeções que outras pessoas nos impõem e excluir de forma sumária qualidades nossas que na verdade são tomadas por defeitos a fim de maquiar as imperfeições daquele que rotula ou simplesmente resultar de um somatório macabro dos medos internos e internalizados durante a vida.
Tenho um pensamento bastante particular a cerca deste fato: a tentativa muitas vezes inaugura uma série de convenções do senso comum, onde a acriticidade se faz mister e a animalesca vontade de ser superior acaba gerando um depressiamento da pessoa humana e exaltação de pseudo-qualidadades que além de vazias são infinitamente reducionistas. A sumária exclusão de características inerentes à particularidade acaba engessando as relações sociais, degenerando uma relação em observação do espelho e nada mais, pois todas as identidades seriam, de certa forma, cópias de um esteriótipo, de um manequim que não aceita algo senão sua própria forma num caos disforme cujas foras são bem definidas nas mentes insanas daqueles que as seguem.
É assim que não me furtando à análise de certos argumentos ou pontos de vista vazios e insensatos, torno a dizer que meu eu não necessita de categorizações ou sistemáticas e inoperantes críticas animalescas, truculentas e sem nenhum fundo de verdade. O conhecimento que advém do empirismo sensorial, pode ser enganoso e normalmente o é, de sorte que não mais se combate algo posto mas algo que eu mesmo observo como complexo de um ponto de vista minimalista, excludente e ingênuo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário