segunda-feira, 12 de julho de 2010

Minha redenção se foi

Que a solidão que abate meu peito
Me ensine a suportar...
Que dor ingrata que me transborda
Me faça parar de chorar
A morte tão desgraçada
Por não me vir carregar

Que noite fria e vazia
Tormentos em não te ver
Em mim palpita vazia
A inexistência de um ser
Meu coração tão calado
Lamenta não ter você!

Tantas horas passadas
Amarguras criadas
Desilusões desveladas
Em teu olhar avistei
Em teu amor inebriante
Me atirei sem rumo

Tão profundo vosso amor
Tão inquieto em meu peito
Coração sangrando pede amor
Coração ferido morre no peito
Minha redenção se foi
No dia que foste embora...

Um comentário:

  1. Um poema mais lindo que o outro, acabo me identificando. Talvez porque falar da ausência de alguém mexe com o mais íntimo do coração. Ás vezes comparo a falta daquela pessoa tão amada, com a perda de um ente querido, são dores que se misturam, martirizam.

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