domingo, 9 de outubro de 2011

Nosso amor

Passo mais uma noite
Olhando aquele amor fúnebre
Naquela noite nefasta
Mil demônios me consomem

Ainda vejo seu rosto
Alvo como a terna lua
Ainda sinto teus cabelos
Negros como o véu da noite

Pra que tanta agitação
Se a morte já me tocou?
Sinto o prazer profundo
Mesclando os gritos de dor

O que mais me entristece
É não ter-te aqui do lado
Não te confidenciar
O meu noturno pecado

Não te preocupes, querida
Nunca te esquecerei
Com meu sangue escrevo teu nome
Que com um punhal já gravei

Sinto meu coração parar
Ainda te sinto tremer
Pela eternidade a vagar
Na pressa de amar você

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